sexta-feira, 21 de setembro de 2012

De Museu Para Estacionamento


O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) e a Defensoria Pública da União vistoriaram o prédio do antigo Museu do Índio.
Devido às reformas do Estádio Jornalista Mário Filho, mais conhecido como Maracanã, o imóvel poderá ser demolido para dar lugar a uma área de estacionamento e dispersão de público.
O prédio abriga hoje cerca de 20 índios de diversas etnias e, apesar dos seus 150 anos, não foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico de Artístico Nacional (Iphan). 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Concreto Ecológico


A engenharia da Federal do Rio de Janeiro desenvolveu alternativas ecológicas para reduzir ou mesmo substituir o cimento, a brita e o amianto.

Tijolo ecológico da Eco-Máquinas
Romildo Toledo, pesquisador da Coordenação de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe), desenvolveu materiais à partir de reciclados e fibras vegetais que podem substituir matérias-primas do concreto e de produtos de fibrocimento, como caixas d’água e telhas.
Segundo Toledo, “alguns tipos de concreto ecológico já estão prontos para serem repassados ao setor produtivo e outros em fase final de desenvolvimento”.  O pesquisador utilizou cinza de bagaço de cana-de-açúcar, cinza de casca de arroz e resíduos da indústria cerâmica para reduzir de 20 a 40% o consumo de cimento. A brita foi substituída por materiais encontrados em demolições. Já na fabricação de telhas ou caixas d’água, o consumo de cimento foi reduzido em até 50% com o uso de fibras vegetais. Outros materiais como pneu velho, cinzas de esgoto sanitário ou de queima de lixo ainda estão sendo testados.
As alternativas chamaram a atenção de empresas norte-americanas, pois reduzem o impacto ambiental - seja por redução da emissão de gás carbônico, pelo uso de materiais naturais, entre outros fatores – e apresentam a mesma performance que materiais tradicionais.
De acordo com a Coppe, a indústria cimenteira responde por 5 a 7% das emissões mundiais de gases do efeito estufa. A produção atual de cimento – que deverá triplicar em 50 anos – corresponde a cerca de 3 bilhões de toneladas por ano. 


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Lixão Ameaça Lençol Freático.


O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) do Pará pediu ao Ministério Público do Estado que suspenda a licitação que prevê a utilização do lixão do Aurá.
O engenheiro civil, sanitarista e professor da Universidade Federal do Pará, Luiz Otávio Mota Pereira, explicou que “o novo projeto não possui licenciamento ambiental e que o local é operado sem técnicas sanitárias e ambientais, contaminando o solo com chorume e atingindo o lençol subterrâneo”. Dessa maneira, segundo Mota Pereira, “o Rio Guamá, principal manancial da região,  está ameaçado, pois são cerca de 2 mil toneladas de lixo depositadas diariamente a céu aberto”.
A licitação, marcada para o próximo dia 19 de setembro, prevê uma obra de R$ 800 milhões e a extensão por mais 25 anos de uso do lixão, elevando a cota atual de 20 metros para 30 metros de altura.
De acordo com os profissionais do CREA isso não será possível: “estão querendo prolongar um dos maiores crimes ambientais do Brasil”.
Localizado a 19 quilômetros da capital, o Aurá é maior lixão do norte do Brasil. Em 1998, uma tese de doutorado constatou que o chorume fluía para as lagoas localizadas no sul da área, atingindo principalmente os igarapés Santana do Aurá, Jarucá e Santo Antônio. 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Acordo Para Energia Eólica


As empresas espanholas Ghenova e Revergy/Isoltrol anunciaram um acordo, neste início de setembro, para o desenvolvimento de projetos de energia eólica no Brasil.
Em pleno crescimento, o setor já conta com parques que geram dois gigawatts.
Além de desenvolver projetos, o consórcio também oferecerá assessoria a outras empresas. A Ghenova já atua no Brasil há alguns anos e a Isotrol/Revergy são companhias de energia renovável com experiência na Espanha e no mercado europeu. A ideia é produzir cerca de oito gigawatts até 2016. Para tanto, o Brasil deverá receber onze fabricantes de aerogeradores ainda neste ano. 

Gerador de energia eólica em Gravatá, Pernambuco

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Mini-aeroporto em Portugal


Os portugueses defendem a construção de um mini-aeroporto no distrito de Alcochete para complementar o aeroporto da Portela, em Lisboa.
Cinco consultorias de engenharia entregaram estudo ao governo que mostra a construção de uma pista de 3.300 metros no Campo de Tiro de Alcochete como a melhor solução.
O investimento, avaliado em 230 milhões de euros, tem o apoio das Ordens dos Engenheiros, Economistas e da Associação dos Pilotos Profissionais de Linha Aérea.   
A ideia dos profissionais é que, após a ampliação em cinco anos, o então aeroporto de low cost venha substituir o da Portela. 


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mato Grosso na Copa


 O Consórcio Marechal Rondon apresentou a proposta com menor custo para as obras de reforma e ampliação do Aeroporto Internacional de Cuiabá, Várzea Grande, no valor de R$ 89,350 milhões.  
As intervenções incluem reforma e ampliação do terminal de passageiros, adequação do sistema viário e construção do estacionamento.  A ideia é subir a capacidade do aeroporto de 2,5 milhões para 5,7 milhões de passageiros ao ano.
A previsão para o término das obras é dezembro de 2013. 

Criar um terceiro sistema de eclusas, ou seja, uma via de tráfico paralela ao Canal do Panamá.
Aprovada pelos panamenhos, a obra de 5,25 bilhões de dólares, considerada a mais complexa do século, já foi concluída em 43%.
Alguns atrasos como a lentidão para elaborar a mistura correta do concreto, aprovação do trâmite pela Autoridade do Canal do Panamá, má qualidade do basalto fornecido também pela Autoridade do Canal e por último a demanda econômica da empresa contratada Grupo Unidos Pelo Canal – GUPC, são os  responsáveis por multas diárias no valor de 300 mil dólares contra o Grupo, caso a obra não fique pronta no prazo estabelecido.
A demanda do GUPC é de 573 milhões de dólares por custos adicionais e aguarda aprovação. Se conseguir recuperar o tempo perdido, a obra terminará no início de 2014.